O que é esse blog?

Desde de 2004 (mais ou menos), esse pequeno cercado virtual reuniu coisas diversas: material de aulas, reflexões do cotidiano, arremedo de crônicas, desabafos, impressões.
Desde então o autor mudou muito. E o reflexo disso 'tá aqui. Achegue-se e troque ideias.. ou não, e apenas leia.
Sempre temos um post publicado novo, se o autor não tiver outros assuntos pra resolver... ou não escrever por puro desprendimento.
Esse espaço é como arvore do cerrado ou da caatinga. Pode dar belas flores na maior das secas ou ostentar apenas os seus galhos secos mesmo no melhor dos "invernos".

novembro 08, 2017

Explicadores do Brasil

A internet tem majorado um fenômeno que deve ser levado em conta por qualquer um que busque refletir sobre a importância da construção de um “mundo compreensivo” por parte das pessoas, brasileiros em particular: os explicadores de tudo.
A ciência social brasileira é permeada, desde seus primórdios, de trabalhos que recebem o rótulo de “intérpretes do Brasil”. Médicos, engenheiros, músicos, diplomatas, antropólogos, advogados e, pasmem, até historiadores e geógrafos produziram textos nos quais eles se preocupam em traçar elementos que permitam aos leitores desvendar esse moinho de ideias, gentes e fazeres chamado Brasil.

maio 02, 2017

Inquietação noturna

Quando vamos participar de algo grande?
Pra que participar de algo grande?
Como perceber que se faz parte de algo realmente grande?
Quem sabe o que será grande na história do futuro?
Dúvidas ao som de Lo Borges...

fevereiro 27, 2017

Intenções e tentações

“… Os estudos são a coisa mais importante, ainda mais para nós que somos negros.
– Pai, por que tudo é mais difícil para os negros?”


Vi essa pergunta nas cenas iniciais de um filme francês bem interessante (Bem vindo a Marly-Gomont) e acabo pensando na minha atividade: Por que tudo é mais difícil para historiadores?
Pode parecer despropositada a pergunta, mas sempre me questiono por que acabamos sempre parecendo os chatos de qualquer conversa, pois sempre estamos exercendo aquilo que aprendemos ao lidar com os fatos do cotidiano: observar o discurso, ver suas “brechas”, compreender sua construção e disso articular ele com outras intencionalidades presentes no cotidiano que se transformará, inexoravelmente, na matéria histórica.
Esses dias recebi um vídeo sobre uma iniciativa interessante para gerar informações sobre políticos para que a população pudesse “votar melhor”. Recebi isso depois de uma conversa – acho que teve gente que pensou ser uma discussão – sobre reforma da previdência e o papel do governo no cotidiano.

março 19, 2016

Um [primeiro] cabide de ideias. Não leia se quiser ficar na mesma…

Não tenho feito muitos comentários públicos (nas redes sociais) sobre politica. Em geral, quem está próximo de mim sabe [ou pelo menos tem suposições consistentes] sobre meus posicionamentos políticos e meu pensamento nesse assunto (sou menos fácil de entender do que pareço). O tempo de escrita e de construção de opinião de um historiador é diferente (ou menos deveria sê-lo) da velocidade instantânea do noticiário da web. Pois exercitamos um olhar que busca elementos indiciáticos sobre os discursos e os fazeres dos indivíduos, buscando as fissuras nas suas palavras e tentando ouvir o contraditório, para romper com as bolhas de conforto e os os lugares comuns.

outubro 08, 2015

A anticampanha na história da política brasileira


A sensação de não representação que percebemos muito aflorada hoje nas conversas e declarações cotidianas na verdade não é algo novo. A participação política que podemos dizer que o é. Isso por que o atual momento é o que a mais tempo temos um sistema estável, sem interrupções ou rupturas institucionais.