O que é esse blog?

Desde de 2004 (mais ou menos), esse pequeno cercado virtual reuniu coisas diversas: material de aulas, reflexões do cotidiano, arremedo de crônicas, desabafos, impressões.
Desde então o autor mudou muito. A frequência aqui é intermitente, conforme as coisas demandam a minha atenção. Achegue-se e troque ideias.. ou não, e apenas leia. Seja bem vindo...

junho 02, 2018

Uma ideia, muitos olhares

A ideia de "trabalhos dispensáveis" aparecem em vários lugares. E é bom saber que ecoa por várias línguas... Grupo Kaos e afins devem estar com uma ponta de satisfação...
Mais algumas páginas para esse grande relatório sobre "manter ocupado os indíviduos para justificar-lhes alguns [ou muitos] trocados"...

abril 30, 2018

O trabalho enquanto valor é um obstáculo a ser superado


Chegamos numa encruzilhada dura de encarar: trabalhar pra viver ou viver para trabalhar, morrer de trabalhar ou trabalhar pra não morrer. Pode parecer tudo muito “jogo de palavras”, mas é um problema que devemos encarar e, parece, não tem solução fácil.
Não conseguimos pensar, pelo menos não de forma cotidiana, em um cenário no qual o trabalho não seja padrão na vida dos indivíduos. A condição de não trabalhar é automaticamente atribuído os adjetivos que a ligam a vagabundagem ou então assumimos tal condição como um momento de interstício, ou seja, são as férias, momento que se justifica justamente por causa do trabalho. Nossa lógica não concebe a possibilidade de um indivíduo prescindir do trabalho sem que isso faça dele ou um dândi ou um inútil para a sociedade (aqui já tem um conceito complicado de lidar: o de utilidade do que se faz).

março 06, 2018

Olhar migrante...

Num congresso, uma pesquisadora fala sobre como se constrói um imaginario negativo do migrante, deslocado por c onta da guerra ou de problemas socioeconômicos, com o uso de generalizações,  falseamento de dados, discursos de exclusão,  negação (do racismo ou da própria discriminação) ou "proteção" dos iguais.
Um artigo aponta que, ao invés de esclarecer, desmentir e reorientar opiniões, apresentar dados que questonam premissas embasadas no "eu acho"de alguém, ao invés de minimizar  discussões (em especial em redes sociais), apenas parece reforçar a "certeza" do indivíduo sobre sua "premissa".
Postagens me chegam aos borbotões sobre "a invasão terrorista ao Brasil", "o complo pelas politicas de recepção refugiados" etc... todas com exemplos que foram apontados pela pesquisadora e com dados refutados por diversas fontes "que escondem a verdade" sobre esse assunto segundo os "propagadores da verdade" do "depressibook"...
Tentar discutir não vale a pena. "Desamigar" não é uma opção (cairia na questão do tapar o sol com a peneira e migrar para um mundinho de não contrariedades). Em geral não me questionam sobre coisas que sabem o rumo da minha opinião (e que questionam as deles). Só me resta o desabafo solitário de uma página esquecida uma esfera abandonada (será? )...

novembro 08, 2017

Explicadores do Brasil

A internet tem majorado um fenômeno que deve ser levado em conta por qualquer um que busque refletir sobre a importância da construção de um “mundo compreensivo” por parte das pessoas, brasileiros em particular: os explicadores de tudo.
A ciência social brasileira é permeada, desde seus primórdios, de trabalhos que recebem o rótulo de “intérpretes do Brasil”. Médicos, engenheiros, músicos, diplomatas, antropólogos, advogados e, pasmem, até historiadores e geógrafos produziram textos nos quais eles se preocupam em traçar elementos que permitam aos leitores desvendar esse moinho de ideias, gentes e fazeres chamado Brasil.

maio 02, 2017

Inquietação noturna

Quando vamos participar de algo grande?
Pra que participar de algo grande?
Como perceber que se faz parte de algo realmente grande?
Quem sabe o que será grande na história do futuro?
Dúvidas ao som de Lo Borges...